{"id":2316,"date":"2022-08-24T22:54:41","date_gmt":"2022-08-25T01:54:41","guid":{"rendered":"https:\/\/nordesteimprensa.com.br\/?p=2316"},"modified":"2022-08-24T22:54:42","modified_gmt":"2022-08-25T01:54:42","slug":"doenca-venosa-cronica-e-fator-de-risco-para-problemas-cardiovasculares","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nordesteimprensa.com.br\/index.php\/2022\/08\/24\/doenca-venosa-cronica-e-fator-de-risco-para-problemas-cardiovasculares\/","title":{"rendered":"Doen\u00e7a venosa cr\u00f4nica \u00e9 fator de risco para problemas cardiovasculares"},"content":{"rendered":"\n<p>As doen\u00e7as cardiovasculares s\u00e3o a principal causa de morte em todo o mundo, principalmente as doen\u00e7as cardiovasculares arteriais, como derrame, infarto, insufici\u00eancia da circula\u00e7\u00e3o decorrente do diabetes. Estudos recentes, como a pesquisa publicada no&nbsp;<em>European Heart Journal<\/em>, da European Society of Cardiology, levantam a tese de que indiv\u00edduos com doen\u00e7a venosa cr\u00f4nica (DVC) frequentemente t\u00eam fatores de risco para doen\u00e7a cardiovascular e que essa rela\u00e7\u00e3o aumenta proporcionalmente com a gravidade da DVC. Os indiv\u00edduos com DVC t\u00eam, ainda, risco tr\u00eas vezes maior de morte por todas as causas, em compara\u00e7\u00e3o com aqueles que n\u00e3o apresentam sinais cl\u00ednicos da doen\u00e7a.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1478326&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1478326&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>O angiologista e cirurgi\u00e3o vascular Rodrigo Kikuchi, membro da Comiss\u00e3o Cient\u00edfica da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), explicou na \u00faltima ter\u00e7a-feira, 23,&nbsp;que a doen\u00e7a vascular mais prevalente, ou seja, a que mais existe na popula\u00e7\u00e3o, \u00e9 a doen\u00e7a venosa, que s\u00e3o as varizes ou dilata\u00e7\u00f5es de veia.<\/p>\n\n\n\n<p>Kikuchi disse que, ao contr\u00e1rio do que se pensava anteriormente, que as doen\u00e7as cardiovasculares e venosas n\u00e3o tinham rela\u00e7\u00e3o, o que se tem descoberto, cada vez mais, \u00e9 que \u201cambas as doen\u00e7as t\u00eam um componente inflamat\u00f3rio, tanto da parte da circula\u00e7\u00e3o arterial, aquela que leva oxig\u00eanio, como a doen\u00e7a venosa, que traz o sangue de volta ao cora\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Recentemente, estudos chegaram \u00e0 conclus\u00e3o que existe uma rela\u00e7\u00e3o entre as pessoas que t\u00eam a DVC com uma maior ocorr\u00eancia da doen\u00e7a cardiovascular. \u201cComo se a DVC tamb\u00e9m fosse um preditor de ter a doen\u00e7a cardiovascular arterial\u201d. Segundo Kikuchi, isso \u00e9 interessante porque \u201cse a doen\u00e7a venosa \u00e9 muito mais prevalente e a gente evita a progress\u00e3o para uma doen\u00e7a venosa mais severa, hoje acredita-se que tamb\u00e9m estamos prevenindo a doen\u00e7a cardiovascular e, consequentemente, as mortes por doen\u00e7a cardiovascular\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a SBACV, a DVC atinge em torno de 38% da popula\u00e7\u00e3o brasileira, sendo mais comum em mulheres (45%) do que em homens (30%), de todas as faixas et\u00e1rias, e mais recorrente acima dos 70 anos de idade (70%).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Manifesta\u00e7\u00f5es<\/h2>\n\n\n\n<p>A doen\u00e7a venosa se manifesta de diferentes formas, mas os sinais visuais mais comuns s\u00e3o vasinhos e varizes acompanhados de sintomas como dor, incha\u00e7o, sensa\u00e7\u00e3o de peso nas pernas, coceira, pele ressecada, c\u00e2imbras noturnas com frequ\u00eancia e formigamento. \u201cTudo isso j\u00e1 pode ser um indicativo de ter uma DVC. N\u00e3o necessariamente ter aquelas veias enormes. Mas s\u00f3 o fato de a pessoa ter algum sintoma desses j\u00e1 vale uma avalia\u00e7\u00e3o m\u00e9dica mais precisa, com um angiologista ou cirurgi\u00e3o vascular\u201d, recomenda.<\/p>\n\n\n\n<p>Rodrigo Kikuchi disse que 60% das pessoas que t\u00eam DVC acabam demonstrando progress\u00e3o ao longo de 10 anos. \u201cOu seja, mais da metade demonstram progress\u00e3o da doen\u00e7a para uma doen\u00e7a mais avan\u00e7ada ao longo de 10 anos. Por isso, o cuidado tem que ser cont\u00ednuo\u201d, recomenda. Caso n\u00e3o seja tratada, a DVC pode evoluir para altera\u00e7\u00f5es da pele, causando \u00falceras, alerta o m\u00e9dico.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEssa \u00e9 a parte da doen\u00e7a venosa cr\u00f4nica mais avan\u00e7ada e a gente tem que evitar que chegue nesse ponto. Quanto mais evolui na doen\u00e7a cr\u00f4nica, mais a pessoa tem correspond\u00eancia na doen\u00e7a cardiovascular. \u00c9 isso que tem sido avaliado, justamente pelos componentes inflamat\u00f3rios que a DVC tem em comum com a doen\u00e7a arterial. \u00c9 uma inflama\u00e7\u00e3o do corpo que acaba levando a uma possibilidade de ter a trombose arterial, que \u00e9 o risco de infarto, derrame e tudo o mais\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Preven\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Para evitar ter a DVC e, em consequ\u00eancia, uma doen\u00e7a cardiovascular, Rodrigo Kikuchi disse que a preven\u00e7\u00e3o \u00e9 a mesma, fazer exerc\u00edcios, ter boa alimenta\u00e7\u00e3o, controlar o peso, fazer atividades f\u00edsicas de fortalecimento e n\u00e3o ficar s\u00f3 caminhando.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cIsso tem a ver com mudan\u00e7a de estilo de vida, que \u00e9 a principal medida, tanto para doen\u00e7a venosa, como para doen\u00e7a cardiovascular\u201d. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 doen\u00e7a venosa inicial, destacou a terapia compressiva, que se refere ao uso de meias el\u00e1sticas para aliviar sintomas. Existem tamb\u00e9m alguns medicamentos indicados para a fase inicial ou sintom\u00e1tica da doen\u00e7a venosa.<\/p>\n\n\n\n<p>O m\u00e9dico alertou que o retorno venoso ineficiente n\u00e3o ocorre apenas por causa das veias. A obesidade \u00e9 outro motivo, porque o paciente acima do peso tem uma press\u00e3o maior no abd\u00f4men, o que complica o retorno do sangue. Da mesma forma, a inatividade f\u00edsica \u00e9 outro fator prejudicial, porque a falta de musculatura faz com que o indiv\u00edduo tenha menos pot\u00eancia e capacidade de contra\u00e7\u00e3o muscular da perna. \u201cEsse movimento \u00e9 que melhora o retorno venoso\u201d, ressaltou.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora n\u00e3o haja uma rela\u00e7\u00e3o direta do tabagismo com o surgimento de veias ou varizes, acredita-se atualmente, pelo processo inflamat\u00f3rio que o tabagismo causa, que esse h\u00e1bito tamb\u00e9m machuca a parede venosa, da mesma forma que acontece com a parede arterial. \u201cO tabagismo ligado a infarto e derrame \u00e9 o principal fator de risco evit\u00e1vel das doen\u00e7as cardiovasculares que a gente tem. \u00c9 n\u00e3o fumar\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Campanha<\/h2>\n\n\n\n<p>Neste m\u00eas de agosto, a SBACV promove a campanha #Agosto Azul Vermelho de conscientiza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o sobre a sa\u00fade vascular, estimulando uma mudan\u00e7a de h\u00e1bito de vida, que \u00e9 saud\u00e1vel para a sa\u00fade venosa e arterial.<\/p>\n\n\n\n<p>A SBACV quer que os pacientes tenham consci\u00eancia da sa\u00fade vascular, tanto na parte venosa como na parte arterial. Kikuchi lembrou que o diagn\u00f3stico deve ser feito pelo angiologista ou cirurgi\u00e3o vascular, \u201cpara que possa tomar medidas preventivas e para que a popula\u00e7\u00e3o cres\u00e7a melhor\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Em parceria com o laborat\u00f3rio franc\u00eas Servier, a SBACV coordena uma chamada para que as pessoas olhem suas pernas e saibam o que est\u00e1 por tr\u00e1s dos vasinhos, varizes e das pernas pesadas, al\u00e9m de falar sobre preven\u00e7\u00e3o e a import\u00e2ncia de acompanhamento m\u00e9dico. \u201cQue olhe suas pernas e saiba que s\u00e3o elas que o levam para todo lugar, para que voc\u00ea tome essa consci\u00eancia e ame e cuide das suas pernas. Essa \u00e9 a ideia da campanha\u201d, disse o angiologista.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As doen\u00e7as cardiovasculares s\u00e3o a principal causa de morte em todo o mundo, principalmente as doen\u00e7as cardiovasculares arteriais, como derrame, infarto, insufici\u00eancia da circula\u00e7\u00e3o decorrente do diabetes. 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