{"id":890,"date":"2020-08-26T14:16:15","date_gmt":"2020-08-26T17:16:15","guid":{"rendered":"http:\/\/nordesteimprensa.com.br\/?p=890"},"modified":"2020-08-26T14:16:15","modified_gmt":"2020-08-26T17:16:15","slug":"jovens-denunciam-racismo-de-gerente-de-loja-para-bebes-na-ba-chamou-policia-e-disse-que-era-assalto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nordesteimprensa.com.br\/index.php\/2020\/08\/26\/jovens-denunciam-racismo-de-gerente-de-loja-para-bebes-na-ba-chamou-policia-e-disse-que-era-assalto\/","title":{"rendered":"Jovens denunciam racismo de gerente de loja para beb\u00eas na BA: &#8216;Chamou pol\u00edcia e disse que era assalto&#8217;"},"content":{"rendered":"\n<p>Dois jovens pretos, de 20 e 23 anos, denunciaram nas redes sociais que foram v\u00edtimas de racismo cometido por uma gerente de uma loja que vende roupas para beb\u00eas, no bairro da Cal\u00e7ada, em Salvador. Em entrevista ao&nbsp;<strong>G1<\/strong>, um deles contou que os dois queriam comprar uma roupa, para o filho, que completava dois meses de vida, quando foram &#8220;tratados&#8221; como assaltantes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o estudante de arquitetura, Gabriel Silva, o caso aconteceu na segunda-feira (24). A loja Espa\u00e7o do Beb\u00ea foi a terceira, em que ele e o primo, o cozinheiro Yuri Silva, pesquisaram o pre\u00e7o de roupas para o mens\u00e1rio do filho.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cEstava eu e meu primo, o ato n\u00e3o foi s\u00f3 comigo, mas tamb\u00e9m com meu primo. A gente estava pesquisando pre\u00e7os de roupas para meu filho, que era o mens\u00e1rio dele&#8221;, disse.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>De acordo com o jovem, os funcion\u00e1rios da loja resistiram em abrir a porta do estabelecimento, por causa da gerente, mas depois abriram. Foi explicado que a porta estava trancada por causa de um assalto no local que teria acontecido h\u00e1 15 dias.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A gente foi em tr\u00eas lojas, essa era a \u00faltima, na regi\u00e3o da Cal\u00e7ada. A gente bateu na porta da sala, que estava trancada. O funcion\u00e1rio da loja veio abrir, a gente entrou e ele logo trancou a porta&#8221;. <br><br>&#8220;Depois eles explicaram que era um procedimento deles, porque a loja foi assaltada h\u00e1 15 dias&#8221;, contou.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudante se recorda que o primo viu quando os policiais chegaram no local e alertou o funcion\u00e1rio de que tinha algu\u00e9m querendo entrar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO funcion\u00e1rio foi abrir a porta e o policial j\u00e1 chegou falando: \u2018Bora, bora\u2019 e eu ainda falei: \u2018Olha, est\u00e3o revistando seu funcion\u00e1rio\u2019\u201d, disse.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cEle falou: \u2018Oxe, o que foi? Vamos l\u00e1 ver\u2019. Quando a gente foi, a pol\u00edcia mandou meu primo colocar a m\u00e3o na cabe\u00e7a: \u2018Voc\u00ea, seu vagabundo, sen\u00e3o eu vou dar tiro. Saia logo\u2019.&nbsp;<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>O jovem disse que o caso s\u00f3 foi esclarecido ap\u00f3s ele perguntar o que estava acontecendo e dizer que eles estavam apenas fazendo compras.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEle revistou meu primo e eu intercedi: \u2018Bom dia, senhor. Qual a ocorr\u00eancia? O que est\u00e1 se tratando? Ele falou que teve uma den\u00fancia de assalto em andamento e eu perguntei como \u00e9 que tinha assalto em andamento se a gente estava fazendo compras\u201d, disse Gabriel.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cO policial, que tinha falado que ia levar a gente para delegacia, depois que viu a errada era a loja, escutou, baixou o tom de voz e disse que a gente ia na delegacia para prestar queixa sobre isso, que \u00e9 cal\u00fania e ato de racismo\u201d.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p><br>O caso foi registrado como cal\u00fania, na delegacia do Bonfim. O jovem conta que vai procurar o Minist\u00e9rio P\u00fablico da Bahia (MP-BA) para que o ato seja reconhecido como de racismo.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cEu pergunto a voc\u00ea, se fossem dois brancos na loja? Ela n\u00e3o teria chamado seguran\u00e7a e pol\u00edcia nenhuma. Antes da gente entrar, ela falou para o funcion\u00e1rio n\u00e3o abrir a porta: \u2018N\u00e3o, n\u00e3o abra a porta n\u00e3o. Est\u00e1 trancada\u2019, questionou.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>\u201cQuando chegamos l\u00e1, o delegado de plant\u00e3o falou que isso n\u00e3o se enquadra em racismo, que era s\u00f3 cal\u00fania. Eu estou correndo atr\u00e1s por outros meios, falando com advogado, a gente vai na delegacia especial, Minist\u00e9rio P\u00fablico, para n\u00e3o ficar impune\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda segundo o jovem, a supervisora do local procurou o primo dele, nesta ter\u00e7a-feira (25), para um pedido de desculpas. Ele tamb\u00e9m conta que o perfil da loja nas redes sociais teve o nome modificado ap\u00f3s a repercuss\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA gerente n\u00e3o pediu desculpa em momento nenhum. A supervisora da loja, depois de tanta repercuss\u00e3o nas redes sociais, entrou em contato com meu primo, hoje, por telefone, pedindo desculpas, mas a gerente n\u00e3o\u201d, disse o estudante.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O<strong>\u00a0G1\u00a0<\/strong>tentou contato com a loja Espa\u00e7o do Beb\u00ea, mas at\u00e9 a publica\u00e7\u00e3o desta reportagem, n\u00e3o obteve retorno.\u00a0<br><\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dois jovens pretos, de 20 e 23 anos, denunciaram nas redes sociais que foram v\u00edtimas de racismo cometido por uma gerente de uma loja que vende roupas para beb\u00eas, no bairro da Cal\u00e7ada, em Salvador. 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