O relatório consolidado das Mortes Violentas Intencionais (MVI) de 2025 confirma uma mudança estrutural no cenário da segurança pública em Sergipe. De acordo com dados oficiais do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), o estado encerrou o ano com 304 ocorrências, o menor número de toda a série histórica iniciada em 2003. O resultado foi apresentado à imprensa nesta terça-feira, 13, e evidencia um avanço consistente das políticas públicas implementadas ao longo dos últimos anos.
Na comparação com 2016, considerado o período mais crítico da segurança no estado, quando foram registradas 1.306 mortes violentas, a redução acumulada chega a 77,1%. O desempenho mantém Sergipe, pelo 3º ano consecutivo, como o estado mais seguro do Nordeste, segundo os indicadores oficiais do MJSP, consolidando uma posição de liderança regional no enfrentamento à criminalidade.
A evolução também se reflete nas taxas por 100 mil habitantes. Sergipe, que já figurou entre os estados mais violentos do país, com índice de 57,64, reduziu progressivamente esse indicador até alcançar 13,2 em 2025. Apenas entre 2024 e 2025, a queda nos Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) foi de 21%, colocando o estado como o 5º com maior redução no Brasil e o primeiro do Nordeste.
Para o secretário de Estado da Segurança Pública, João Eloy, os números são resultado direto de uma política pública baseada em planejamento, integração institucional e valorização profissional. Segundo ele, os avanços refletem o uso estratégico de dados e a atuação coordenada das forças de segurança em todo o território sergipano, além do comprometimento diário dos servidores da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e Polícia Científica.
Os indicadores também mostram que Sergipe já superou metas estabelecidas pelo Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci). A taxa de homicídios foi reduzida para abaixo de 16 por 100 mil habitantes ainda em 2024 e mantida em 2025, com índice de 13,22. Outros parâmetros, como lesão corporal seguida de morte e mortes violentas de mulheres, também ficaram abaixo dos limites nacionais definidos pelo Governo Federal.
Crimes de forte impacto social, como latrocínios, seguiram trajetória de queda acentuada. Após atingir o pico de 58 casos em 2017, o estado fechou 2025 com apenas sete ocorrências, representando redução de 87,9%. O resultado contribuiu de forma decisiva para o cenário geral de diminuição da violência.
O desempenho operacional das forças de segurança também foi destacado. A Polícia Militar atuou em mais de 1.800 grandes eventos sem registro de intercorrências, realizou mais de 7.200 operações de reforço e atendeu mais de 223 mil chamadas ao longo de 2025. Já o Corpo de Bombeiros concentrou cerca de 85% de sua atuação em ações preventivas, fortalecendo a cultura da prevenção como eixo central da política de segurança.

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