O mel contaminado ou adulterado pode causar diferentes problemas no organismo e provocar sérias complicações à saúde. Por isso, antes de consumir ou comercializar, é preciso que o alimento seja analisado. O alerta é do Instituto Tecnológico e de Pesquisas do Estado de Sergipe (ITPS), órgão vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec).

O mel puro, conhecido por seus inúmeros benefícios à saúde, é um alimento naturalmente produzido pelas abelhas e passa por processos simples como, extração, filtragem e envase. O processo correto deve manter a pureza e qualidade do alimento, sem adição de substâncias ou contaminações que possam prejudicar a saúde.

Se contaminado, o mel pode causar diferentes problemas no organismo. Os principais tipos de agentes que podem ocasionar a contaminação do produto são: a presença da bactéria Clostridium botulinum, resíduos de agrotóxicos, metais pesados e fungos.

A coordenadora do Laboratório de Bromatologia do Instituto, Karina Magna Leão, explica que, quando contaminado, o mel pode causar irritações nas vias respiratórias e desencadear reações alérgicas, principalmente em pessoas mais sensíveis a fungos como bolores e leveduras. “As análises são essenciais para prevenir riscos à saúde e são fundamentais para evitar problemas decorrentes do consumo de mel de origem duvidosa”, destaca.

Já a gerente de atividades técnicas do ITPS, Ana Virginia Figueiredo, adverte que bebês, especialmente menores de 1 ano, não devem consumir mel de abelha. Segundo ela, o mel pode conter esporos da bactéria Clostridium botulinum, causadora do botulismo infantil. “Em adultos e crianças maiores, o sistema digestivo já é maduro o suficiente para impedir o desenvolvimento desta bactéria. Já nos bebês, o intestino ainda é imaturo, permitindo que esses esporos multipliquem-se e produzam uma toxina perigosa”, alerta.

Análises

A adição de mistura com açúcar ou amido ao mel é considerada uma adulteração, o que ocasiona redução dos benefícios do produto e pode prejudicar pessoas que necessitam controlar a glicemia.

Fonte: Infonet

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