A Polícia Civil de Sergipe informou, nesta sexta-feira (30), que concluiu a investigação sobre um suposto caso de abuso envolvendo uma criança em uma escola particular de Aracaju e que não foram encontrados elementos suficientes para confirmar a ocorrência do fato ou identificar autoria.

De acordo com a corporação, o laudo emitido pelo Instituto Médico Legal (IML) não identificou lesões traumáticas nem vestígios compatíveis com atos libidinosos, apresentando resultado considerado neutro quanto à existência de abuso recente.

A investigação também incluiu a análise técnica de imagens do sistema de segurança referentes ao dia 25 de julho de 2025, que, segundo a Polícia Civil, comprovou que a funcionária investigada não esteve presente na sala de aula que dá acesso ao local do banheiro durante o período em que a criança permaneceu na escola.

No campo da prova testemunhal, depoimentos de funcionários auxiliares indicaram que a investigada possuía escala de trabalho restrita ao setor feminino. Os relatos também apontaram que a criança já apresentava, antes do fato narrado, seletividades sensoriais e resistências rotineiras, conforme registrado nos autos.

Ainda segundo a Polícia Civil, as tentativas de realização do Depoimento Especial, no âmbito do Poder Judiciário, não puderam ser concluídas, o que inviabilizou a validação técnica e judicial do relato da criança.

Diante do conjunto probatório reunido, a investigação foi considerada concluída e os autos serão encaminhados pelo Ministério Público ao Poder Judiciário para as providências cabíveis. A Polícia Civil ressaltou que, conforme o artigo 18 do Código de Processo Penal, o inquérito pode ser reaberto caso surjam novos elementos.

O caso passou a ser investigado após a Polícia Civil informar, na última terça-feira (27), a instauração de um inquérito para apurar uma denúncia de suspeita de abuso contra uma criança de quatro anos, após a circulação de um vídeo nas redes sociais no qual a criança relatava o suposto episódio aos pais. As apurações ficaram sob responsabilidade da Delegacia Especializada da Criança e do Adolescente Vítima (DEACAV), vinculada ao Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV).

Desde o início, a Polícia Civil informou que a investigação seria conduzida com sigilo, em conformidade com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), visando à preservação da integridade física e emocional da criança envolvida.

Fonte: F5news

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